DIA DO SOGRO

Depois do casamento, a moça resolveu não se relacionar mais com a família do marido: 
A sogra era do tipo “mandona, perfeccionista, organizada e ia acabar interferindo na vida” do novo casal... 

E o sogro? Mas quem se importa com o sogro? Deixa quieto. 

O casamento era bom, o marido gentil e atencioso, não falava muito, mas fazia coisas adoráveis: mandava flores sem motivo, deixava o jardim impecável, aos domingos, aparecia com pães doces recheados com muito creme. Mas o marido era do tipo discreto, calado, “tão diferente da sogra” e nem perguntava se a mulher gostava das gentilezas que fazia. Para não o deixar sem graça, a mulher só retribuía com mais amor, carinho e dedicação. 

E assim os anos se passavam felizes. 

Até que um dia, o sogro morreu. 

O filho sofreu intensamente, de forma doída, mas silenciosa, discreta. 

E com o sogro, desapareceram as flores inesperadas e os pães de creme, e secou o jardim todo verde. A moça até que agüentou, mas, passado um ano, manifestou ao marido a falta que sentia daqueles agrados. 

Com as novas flores, veio a confissão: nunca mandara rosas, nunca comprara pães, nem sabia cuidar de jardim. A esposa nunca percebera que as flores não vinham com cartão, que os pães chegavam estando o marido de pijama e que o nunca vira cuidando do jardim. Viu o que queria ver de bom nele. 

E nunca soube que o sogro levava os pães que a sogra, todos os domingos de manhã, assava e recheava carinhosamente.



Nota do blog: As vezes o sogro é mais importante para manter o casamento do filho(a) que a sogra. Pense nisso.




Este é o meu sogro. Com certeza, eu reconheço o quanto ele é importante para mim. Ele pode não acessar o blog, mas com certeza todos saberão que eu gosto dele.

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