A primeira novidade é que essa blogueira que vos fala anda agora viajando pela Índia. Depois do frio na Rússia, vim passear de elefante e experimentar um curryzinho aqui na terra de Gandhi.


A segunda novidade é que interagir, conversar e tentar compreender os indianos me fez repensar o nosso (e o meu) preconceito contra casamento arranjado, coisa que acontece aqui desse lado do oceano, mas no Brasil é considerado um absurdo sem tamanho. Se não podemos escolher quem amar pra toda vida, então o que nos resta?
Conversando com indianos e indianas, não é bem assim. A lógica deles é de que nossos pais de longe são as pessoas que mais nos amam no mundo e querem a nossa felicidade, portanto, quem melhor para escolher um bom partido? Na filosofia dos indianos, casamento não é feito de amor à primeira vista, casamento é algo construído e trabalhado. A Índia é o país com a menor taxa de divórcio do mundo (em parte porque imagine a dor de cabeça que deve ser pra uma mulher divorciada enfrentar uma sociedade tão tradicional como a indiana).
Não estou dizendo que casamento arranjado é bonito ou feio, certamente continuo não apoiando, mas digo também – sem medo – de que o que fazemos na América e no Brasil também não vai lá muito bem das pernas. Casamento está sendo considerado uma instituição falida, fácil de casar, ainda mais fácil de pegar as trouxas e pular fora. Essa facilidade de vai-e-vem acaba descontruindo o amor e as pessoas no menor terremoto desistem de tentar de fazer parte um do outro. Porque ninguém é perfeito, nem no Brasil, nem na Índia.
Podemos fazer careta pro casamento arranjado, pobres noivas que às vezes só conhecem seus maridos no dia da cerimônia, mas podemos também tirar uma lição disso e colocar um pouco mais de esforço, simplicidade e amor verdadeiro nas uniões que insistimos em selar.
Fonte: Blog Universo Feminino
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