Dia Mundial do Parkinson será lembrado hoje com programação em praça


No último dia 11 foi comemorado o Dia Mundial do Parkinson. Em Mossoró a data será lembrada hoje, 13, com uma mobilização realizada na Praça Rodolfo Fernandes, a partir das 8 horas. Panfletagem, faixas e explicações servirão para alertar a população sobre a doença.
“Vamos falar sobre as características, levar informação às pessoas, discutir o preconceito que ainda é muito forte”, explicou Elma Campelo, uma das organizadoras do Grupo de Apoio Interativo aos Portadores de Parkinson, composto por cerca de 50 integrantes que se reúnem mensalmente para discutir sobre a doença.
O Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central. A causa é a deterioração de células nervosas do cérebro que controlam os movimentos da musculatura. A doença recebeu o nome do médico inglês que a descreveu pela primeira vez, James Parkinson.
Tremores, lentidão, perda do controle muscular, lentidão nas atividades e alterações na fala e escrita são alguns dos sintomas. Segundo o Conselho Nacional de Saúde (CNS), a doença é crônica, ainda não há cura e não se sabe ao certo a causa. Estima-se que cerca de 1% da população com mais de 65 anos tenha o Parkinson.
O Grupo não dispõe de dados atualizados sobre o número de pessoas em Mossoró que sofram com a doença. Há dois anos eram cerca de 200 pacientes em diferentes idades. “Acredito que esse dado tenha aumentado, pois no Brasil tem crescido bastante, tem aparecido novos casos”, estima Elma.
O tratamento tem avançado nos últimos anos, mas as dificuldades das pessoas que têm a doença não diminuem. Além dos medicamentos e exercícios físicos, os pacientes precisam ser acompanhados por profissionais de diversas especialidades, entre eles fisioterapeuta, acupunturista, psicólogo, fonoaudiólogo, entre outros.
Os medicamentos são distribuídos regularmente pelo Município e Estado, mas é comum faltar. Deficiente também é o atendimento no Centro de Apoio ao Controle da Obesidade. “Eles não têm capacidade de atender todo mundo”, informa Campelo.

GRUPO – Participam dos encontros cerca de 50 pessoas no terceiro sábado de cada mês no Centro Clínico do Hospital da Polícia Militar.
A maioria dos participantes é do sexo feminino. Entre as mais novas, há mulher com 40 anos de idade. “Antes só conhecíamos pessoas com 65 anos que tinham a doença. Essa idade vem caindo e eu conheço uma pessoa, que não é de Mossoró, que está com 28 anos e tem Parkinson”, revela Elma.

Fonte: Gazeta do Oeste

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